Unidade I - Tema 1 - Estrutura e Organização de
Trabalho Acadêmico
1. Quais
são os objetivos que servem de parâmetro para verificar a originalidade de um
trabalho acadêmico?
1) Objeto
de estudo definido de tal forma que possa ser identificado e reconhecível
igualmente pelos outros;
2) Discussão
temática de estudo que ainda não foi
dito ou rever sob uma forma diferente o que já se disse;
3) Ser
de interesse coletivo, ou ser útil aos demais;
4) Fornecer
elementos para a verificação e a contestação das hipóteses apresentadas.
2. Que
atitudes um pesquisador deve ter diante de um trabalho acadêmico?
Diante de uma determinação em pesquisar um fato,
uma situação, e dele resultar um
trabalho acadêmico o interessado, pesquisador, deve: a) observar e coletar
dados que serão observados; organizar as informações e observações coletadas;
b) procura as relações e regularidades que pode haver nas informações e
observações; c) indagar sobre seus porquês; d) utilizar de forma inteligente as
leituras e as experiências para comprovar o que objetiva; e) publicar os seus
resultados, monografia.
3. Quais
são as finalidades do trabalho acadêmico?
O trabalho acadêmico tem como finalidades: a) Descobrir
e redescobrir a verdade; b)
Esclarecer fatos, teorias e teorias obscuros ou não plenamente
conhecidos; c) Enriquecer e
aprofundar o rol de noções científicas por intermédio de um trabalho metódico e
rigoroso; d) Ordenar e hierarquizar conhecimentos e experiências; e) Dar de
forma metódica ciência a comunidade das descobertas ou de seus resultados
através de publicidade cientifica.
Unidade I - Tema 2 - Monografia: Texto ou Contexto?
Metodologia do Trabalho Científico
2.5 - Auto-avaliação
1- Em que consiste a monografia no cenário da
academia?
A monografia é um pré-requisito para a obtenção do
título em cursos de pós-graduação lato sensu.
Na visão de Salomon a elaboração da monografia tem
implicações que representa a “atividade de extração de conhecimento....não
significa mera compilação ou transcrição de textos”. Logo a monografia não é
cópia do que já foi feito, mais uma
análise crítica com reflexão no conhecimento previamente exposto. A
monografia dentro desta observância leva o
pesquisador a atividade de
leitura-estudo, análise de texto, crítica e discussão de idéias, e “ nas habilidades de síntese e comunicação.”
(SALOMON, 2000, P. 259).
2- Quais as fases de elaboração de uma monografia?
Contextualizando o material didático apresentado na
disciplina, o processo de produção da monografia exige muita disciplina e
organização. Temos, pois, a perspectiva de organizar o pensamento para o
estudo.
Tomando neste momento como referência Salomon a
elaboração da monografia tem (SALOMON,
2000)seis fases:
1 - Escolha do assunto (tema) / Formulação do
problema;
2 – Pesquisa bibliográfica;
3 – Documentação para o trabalho;
4 - Crítica da documentação;
5 – Construção;
6 – Redação.
Unidade I - Tema 3 - Escolha do Assunto (tema) /
Formulação do Problema.
Metodologia do Trabalho Científico.
3.4 - Auto-avaliação.
1- Que
aspectos básicos devem ser levados em consideração para a formulação de um
problema?
Resumidamente a escolha do tema e a formulação de problemas
deve se estabelecer dentro de uma pré-ocupação de limitar o tema dentro de um
espaço em que possa ter o controle do tema e segurança para defendê-lo. O tema deve ser atual.
A pesquisa científica é fruto de um trabalho
realizado pelo pesquisador, devendo obedecer a padrões previamente
estabelecidos, sobretudo seguindo formas específicas de composição.
Para o acadêmico, pesquisador, rumo ao seu
crescimento pessoal, a pesquisa constitui um significativo recurso cuja
finalidade é obter informações acerca de um determinado assunto. Até aqui o
entendimento sólido é de que uma pesquisa deve ter a sua realização concreta de
uma investigação planejada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas da
metodologia consagradas pela ciência.
Como fruto de um processo rigorosamente planejado,
a pesquisa se estrutura por meio de várias etapas. Antes de tudo o pesquisador deve ter em mente
a escolha do tema – Antes de tudo, alguns fatores devem ser levados em
consideração, como, por exemplo: ele deve ser adequado às possibilidades do
pesquisador, levando-se em consideração o material bibliográfico suficiente,
disponível, atual e sua complexidade, haja vista que se muito complexo, exigirá
um tempo maior para a realização do trabalho, fato que talvez não represente
tanta viabilidade. Ainda há outros aspectos relevantes, tais como a capacidade
e a formação do pesquisador, bem como suas experiências e vivências
profissionais, conhecimentos anteriores e a relevância temática, ou seja, até
que ponto o trabalho merece ser cientificamente investigado.
Visando estabelecer um nexo com a questão (Que
aspectos básicos devem ser levados em consideração para a formulação de um
problema?)) podemos dizer que entre elas, devem ser levados em consideração
para a formulação de um problema, os aspectos:
Tomando neste momento como referência Salomon(SALOMON,
2000) que nos leva a interagir em um ponto, como formular um problema?
Devemos ter em visão que o problema levanta três questões básicas: o que
vai ser realmente tratado? Como? Para quê?
Estabelecendo esta cognição o pesquisador deve
formular o problema tomando como base às diretrizes abaixo:
1) Fazendo a colocação do problema de modo claro,
preciso, e formulando-o em termos que permitam clarividência de como agir para
atingir a solução;
2) Especificando os componentes do problema,
através das seguintes questões-crivo:
a) O problema apresenta relevância humana, teórica,
contem porânea e operativa?
b) Trata-se de algo concreto ou abstrato? Empírico
ou não empírico? É pessoa? Grupo? São ideias? Ações? Relações?
c) Existe pessoa ou grupo que tenha o problema?
Quem é o interessado? Há participantes? Quais os que são ou podem ser afetados
pelo problema e por sua solução?
d) O interessado na sua solução tem algo em vista,
algum objetivo? Qual?
e) Há meios à disposição para alcançar esse
objetivo, "instru mentos" de pesquisa?
f) É realmente um estado de dúvida para o
interessado? Representa alternativa?
g) É um problema específico a um determinado
ambiente? Há circunstâncias que afetam o problema? Quais são as reais? Quais as
supostas?
h) O problema possibilita formulação de hipóteses?
i) Possibilita conjeturar a solução com grande
probabilidade de se concretizar?
j) É possível estabelecer os conceitos que ele
envolve? Quais? Categorias? Classificações? Quais? (SALOMON, 2000).
Unidade I - Tema 4 - Organização da
Bibliografia/Documentação para o Trabalho/Crítica da Documentação.
Metodologia do Trabalho Científico.
4.8 - Auto-avaliação.
Ao se objetivar produzir uma monografia precisamos
entender a valorização da organização da bibliografia, o sucesso na produção do
trabalho exige que a identificação dos livros deva estar relacionada com os
interesses políticos e pedagógicos do autor. O resultado da seleção deverá
também atender a relevância do tema; as suas fichas de leitura têm um valor no
momento da redação do trabalho. Por fim cada passo na produção da monografia
tem seu valor em si mesmo.
1- Como selecionar a bibliografia?
Visando uma produtividade relevante o autor da
pesquisa deve considerar algumas fases na seleção da bibliografia, com base no
texto “mãe” da disciplina citamos as seguintes fases: identificação das obras de interesse do
autor; localização das obras
identificadas, geralmente em bibliotecas (FACHIN, 2002); construção de
organização de fichário composto por fichas de resumo(FACHIN, 2002).
Até aqui fixamos a ideia de que o trabalho
monográfico, enquanto tratamento escrito de um tema bem delimitado e convertido
em problema, à base de pesquisa bibliográfica, análise e reflexão, pode ser
estruturado nas seguintes fases: escolha do assunto, delimitação e formulação
do problema, plano de trabalho, construção a partir da seleção do material
documentado, elaboração estruturada em suas três partes inevitáveis - introdução,
desenvolvimento, conclusão – e apresentada em forma de redação, que, por sua
vez, obedece às normas da ABNT (SALOMON, 1999, p. 23). Ao selecionar a bibliografia é fundamental
que o autor seja exaustivo, sob pena de deixar incompleto o trabalho. Depois de
definido e delimitado o tema e formulado o problema e a hipótese de trabalho, o
próximo passo é o levantamento da documentação existente sobre o assunto.
Busca-se a referência teórica para o assunto a ser abordado. É a fase da
localização e da busca metódica dos livros, artigos, monografias, revistas
etc., referentes ao tema. Consultar resenhas ou especialistas da área também é
de grande valia prática. Aqui se fará o levantamento de bibliografia referente
ao tema, e esse material selecionado pode ser documentado em fichas
bibliográficas para facilitar o acesso ao mesmo.
2- Como elaborar a documentação que vai subsidiar a
realização da monografia?
Como exemplo de documentação que devemos enquanto
pesquisador buscar para fins de alimentar a nossa monografia temática tem as
fichas bibliográficas, por exemplo. Devemos atender no decorrer da leitura aos
seguintes requisitos: a) exatidão,
objetividade quanto ao conteúdo; precisão quanto à indicação dos documentos de
proveniência e cuidado para não intercalar observação pessoal que possa
comprometer a fidelidade das anotações; b) utilidade, ou seja, objetividade na
transcrição dos elementos que possam ser úteis para a solução do problema,
sendo “preferível pecar por excesso, sobretudo quando se trata de obras que
posteriormente não possa ter com facilidade em mãos”.
Unidade I - Tema 5 - Elaborar uma Monografia, Sim,
Mas Como?
Metodologia do Trabalho Científico.
5.5 - Auto-avaliação.
1. Qual a
estrutura de construção dos trabalhos acadêmicos?
As
diversas finalidades do trabalho acadêmico podem se resumir em apresentar,
demonstrar, difundir, recuperar ou contestar o conhecimento produzido,
acumulado ou transmitido. A construção dos trabalhos acadêmicos envolve a mesma
estrutura básica: introdução, desenvolvimento e conclusão. Assim, quando da
elaboração de uma monografia o autor
realiza um trabalho de três partes (introdução, desenvolvimento e conclusão),
“organicamente unidas, formando uma estrutura”.
O Trabalho acadêmico é o texto resultado de algum dos diversos processos
ligados à produção e transmissão de conhecimento executados no âmbito das
instituições ensino, pesquisa e extensão universitária, formalmente reconhecida
para o exercício dessas atividades. Assim, como centro da produção do conhecimento a instituição acadêmica fixa diretrizes para
os trabalhos desenvolvidos em seu âmbito.
Uma introdução para a apresentação do trabalho. “Será feita de maneira
clara, simples e sintética, colocando o tema dentro do “quadro de referência
teórico” atualizado, o estado da questão, fazendo-se rápida referência a
trabalhos anteriores dedicados ao problema e justificando o aparecimento do
próprio tratamento”. Podemos dizer que a
estrutura de construção dos trabalhos acadêmicos envolve:
·
Formulação do tema e a delimitação do mesmo no
tempo e no espaço;
·
Apresentação do objeto de estudo;
·
Apresentação dos objetivos;
·
Formulação do problema e das hipóteses.
·
Apresentação da justificativa do estudo do tema;
·
Apresentação da metodologia da abordagem do estudo;
·
Apresentação do quadro em que se fundamenta o
estudo;
·
Orientação do leitor sobre a estrutura do estudo.
(MARCONI, LAKATOS, 2001) (SALOMON, 2000).
2. Como
selecionar a documentação realmente útil para a elaboração da monografia?
O trabalho de organização da bibliografia a
documentação para o trabalho e crítica da documentação possibilitaram ao autor
ter um conjunto de fichas bibliográficas.
De posse do relatório da documentação com informes sobre as fichas bibliográficas, deve
o autor estabelecer um juízo de valor
sobre esse material. E daí derivar uma
Seleção, onde algumas serão eliminadas por serem supérfluas, outras
serão destinadas a diversos momentos do trabalho acadêmico. O senso crítico do
professor-aluno ou do pesquisador é importante e envolverá uma vertente externa
relacionada à crítica do texto, da autenticidade e proveniência do documento e
uma vertente interna que abrange a crítica de interpretação ou hermenêutica e a
crítica do valor interno do conteúdo.
Ao interpretar uma referência bibliográfica para a
pesquisa-monografia quanto à vertente externa, devemos ter em mente uma crítica
do texto, de forma analítica, principalmente a originalidade e fidelidade; a
autenticidade, a determinação do autor, a data, o lugar e as circunstâncias em
que a obra foi escrita; da proveniência,
os influxos históricos e doutrinais que originaram a obra, bem como no caso de
traduções a crítica da sua fidelidade em relação ao original. Ao interpretar uma referência bibliográfica
para a pesquisa-monografia quanto à vertente interna, esta deve envolve a
crítica: de interpretação ou
hermenêutica, determinar do sentido exato do documento; interpretação do
sentido do que o autor quer dizer; do valor interno do conteúdo, saber o valor
das ideias contidas numa determinada obra para estabelecimento de vínculos de
ligação entre as teorias existentes e a “novidade” que o autor trará com o seu
trabalho, etc.
Unidade II - Tema 1 - Os Elementos da Estrutura
Formal da Monografia
Metodologia do Trabalho Científico
1.6 - Auto-avaliação
1- Identifique os elementos da estrutura formal da
monografia e faça uma reflexão sobre a classificação deles em relação a sua
aplicabilidade durante a produção do trabalho acadêmico.
Questão comentada.
Tentaremos com base no livro “mãe” identificar os elementos da estrutura
formal da monografia. Para garantir o
método do trabalho acadêmico quando da elaboração de uma monografia não podemos
perder de vista os elementos da estrutura formal da atividade monográfica, esta
se constituem em uma rede complexa de ideias que levam a uma lógica de modo que
a produção cientifica possa ter resultado para fins coletivos, principalmente
na produção do saber de resultados.
Empós este resumo, e por consequência desenvolvo aqui uma reflexão sobre
a classificação deles em relação a sua aplicabilidade durante a produção do
trabalho acadêmico. Esta complexidade citada passa pelos termos: Pré-Textuais que são: Capa, Lombada, Folha de
rosto, Errata, Folha de aprovação, Dedicatória, Agradecimento, Epígrafe, Resumo
Lista de ilustrações Lista de tabelas Lista de abreviaturas e siglas Lista de
símbolos, Sumário; Os Textuais considerados o núcleo do trabalho (Introdução,
Desenvolvimento e a Conclusão); Os Pós-Textuais onde encontramos Referências, Glossário, Apêndice, Anexo e
índice. A exigência para que o autor obedeça ao rigor do método durante o
processo de elaboração da monografia faz sentido a partir de sua experiência na
produção de uma monografia. Finalidades. A pesquisa realizada, a ideia concebida ou a
dedução feita perecem se não vierem a público; por esse motivo existem diversos
canais de publicidade adequados aos diferentes trabalhos: as defesas públicas,
os periódicos, as comunicações e a multimídia virtual são alguns desses. A
demonstração do conhecimento é necessidade na comunidade acadêmica, onde esse
conhecimento é o critério de mérito e acesso. Tipos. Existem
alguns tipos de trabalhos acadêmicos formais, excluindo aqui as provas,
exercícios e outros textos não tão significativos para os fins desta avaliação
comentada. Basicamente temos trabalhos acadêmicos longos, como exemplos: Tese;
Dissertação; Monografia e trabalho de conclusão de curso.
Não podemos perder de vista os trabalhos acadêmicos
considerados curtos: Artigo; Relatório; Fichamento; Resenha e Comunicação.
Unidade II - Tema 2 - Regras Gerais de Apresentação
Metodologia do Trabalho Científico
2.13 - Auto-avaliação
1) Sugiro
que você leia cada aspecto recomendado pela ABNT e elabore um texto aplicando
as normas recomendas.
O texto sugere que a apresentação da monografia se
estabelece nas normas 14724 da
ABNT. Os trabalhos acadêmicos são
regulados socialmente por uma organização privada. E estas regras são assim
modeladas: Projetos – ABNT NBR
15287/2011; Monografias, Dissertações, Teses – ABNT NBR 14724/2011; Artigos –
ABNT NBR 6022/2003; Referências – ABNT
NBR 6023/2002; Numeração
Progressiva – ABNT NBR 6024/2003. Para a
FORMATAÇÃO DE PROJETOS, MONOGRAFIAS E TCC - ABNT NBR 15287/2011 - ABNT NBR
14724/2011
(NBR 15287:2011 - NBR 14724:2011).
Segue em arquivo Pdf um texto elaborado
recentemente quando da minha titulação de especialista.

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO ÁREA SAÚDE
ESPECIALIZAÇÃO EM FARMACOLOGIA CLÍNICA
César Augusto Venâncio da Silva
Farmacologia Clínica: Uso racional de medicamentos na
medicina geral e especializada
Fortaleza-Ceará
2015
César Augusto Venâncio da Silva
Farmacologia Clínica: Uso racional de medicamentos na
medicina geral e especializada
Monografia Acadêmica apresentada
ao PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO ÁREA SAÚDE – ESPECIALIZAÇÃO EM FARMACOLOGIA
CLÍNICA da FACULDADE ATENEU como requisito parcial para a obtenção do grau de
ESPECIALISTA EM FARMACOLOGIA CLÍNICA.
Orientador - Prof. Dr. Rivelilson
Mendes de Freitas.-
Fortaleza-Ceará
2015
César Augusto Venâncio da Silva
Farmacologia Clínica: Uso racional de medicamentos na medicina
geral e especializada.
Monografia Acadêmica apresentada
ao PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO ÁREA SAÚDE – ESPECIALIZAÇÃO EM FARMACOLOGIA
CLÍNICA da FACULDADE ATENEU como requisito parcial para a obtenção do grau de
ESPECIALISTA EM FARMACOLOGIA CLÍNICA.
Data da aprovação:
_____/________/________
Banca Examinadora:
-------------------------------------------------------------------------------------------
Orientador - Prof. Dr. Rivelilson
Mendes de Freitas.
-------------------------------------------------------------------------------------------
Professor
-------------------------------------------------------------------------------------------
Professor
-------------------------------------------------------------------------------------------
Fortaleza-Ceará
Aos docentes que contribuíram
para a integralização de todas as disciplinas acadêmicas do Curso, em parte o
nobre cientista e orientador Prof. Dr. Rivelilson Mendes de Freitas.
AGRADECIMENTOS
A Faculdade ATENEU em Fortaleza, por desenvolver ao longo de seis
turmas o projeto de PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FARMACOLOGIA CLÍNICA
objetivando fundamentalmente: Capacitar profissionais da Área da Saúde
(Medicina, Enfermagem, Odontologia, Psicologia, Farmácia, Biomedicina,
Fisioterapia e Educação Física) e das Ciências da Vida (Biologia) em
Farmacologia Clínica, bem como promover e estimular a prática da Farmacologia
Clínica nas instituições públicas e privadas, no intuito de promover, proteger
e recuperar a saúde dos usuários dos serviços de atenção à saúde durante o
tratamento de diferentes processos patológicos. Não podemos perde de vista a
gratidão pessoal que devemos aos ilustres docentes, mestres e doutores que
incentivaram a produção do conhecimento durante a trajetória de formação na
Farmacologia Clínica. Dessa laboriosa
convivência, o subscritor desta produção acadêmica passou a viver a base
da pesquisa que o leva a temática “Uso racional de medicamentos na
medicina geral e especializada”,
abertura para seu doutorado em Ciências Biomédicas.
“Aprender é a única coisa de que a mente
nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende”
Leonardo da Vinci.
JURO... E, Prometo
que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da
honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, meus
olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o
que terei como preceito de honra. Nunca me servirei da profissão para corromper
os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade,
goze eu, para sempre, a minha vida e a minha arte, com boa reputação entre os
homens. Se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário. “os médicos recém-formados escolhem um
medicamento inadequado ou duvidoso em metade dos casos”. Documento
da OMS. “primum non nocere - Primum non nocere é uma Latina frase que
significa" em primeiro lugar, não causar dano. A frase é por vezes registadas como nocere
nil primum . Não-maleficência , que é derivada da máxima, é um dos principais
preceitos da ética médica que todos os estudantes de medicina são ensinados na
escola de medicina e é um princípio fundamental para serviços de emergência
médica em todo o mundo. Outra maneira de afirmar é que, "dado um problema
existente, pode ser melhor não fazer alguma coisa, ou até mesmo para não fazer
nada, do que correr o risco de causar mais mal do que bem." Ele lembra o
médico e outros profissionais de saúde que deve considerar o possível prejuízo
que qualquer intervenção poderia fazer. Ele é invocado quando se debate o uso
de uma intervenção que acarreta um risco evidente de dano, mas a menos certa chance
de benefício. Não-maleficência é frequentemente contrastado com seu corolário,
a beneficência. Primum non nocere - Diz por isso que " primum non
nocere "não é, na verdade, a partir de Hipócrates, mas é uma frase nas
epidemias - "A origem do primum non nocere . " British Medical
Journal respostas eletrônicas e comentários, 1 de Setembro de 2013. Smith, C.
M. (2005). "Origem e Usos da Primum non nocere - acima de tudo, não causar
dano ". The Journal of Clinical Pharmacology 45 (4): 371-377. doi : 10.1177/0091270004273680
. Cura te ipsum. "Cuide do seu próprio eu!" ou "Cure a sua
auto" é uma Latina liminar, pedindo médicos para cuidar e curar-se
primeiro, antes de lidar com os pacientes. Cura te ipsum ficou famoso na
tradução latina da Bíblia, a Vulgata “O provérbio foi citado por Jesus...
Médico, cura-te a ti mesmo”, como registrado no Evangelho de Lucas, capítulo
04:23. Lucas Evangelista foi ele próprio um médico.
RESUMO
A morbimortalidade relacionada a medicamentos é um importante problema
de saúde pública. A responsabilidade pela provisão responsável da farmacoterapia
com o objetivo de alcançar resultados definidos que melhorem a qualidade de
vida dos pacientes, se constituí em um seguimento de prática de Atenção
farmacêutica. Nesse sentido o profissional de saúde, prescritor ou não deve ter
uma visão jurídica, política, ética e científica de que a prática da atenção
farmacêutica pode reduzir os problemas preveníveis relacionados a
farmacoterapia. O pesquisador, no seguimento da FARMACOLOGIA CLÍNICA deve de
forma objetiva, no plano pedagógico e ético discutir a importância da atenção
farmacêutica como agente de promoção do uso racional de medicamentos. A produção científica caracteriza-se por seu
crescente volume e rápida acumulação, dificultando sua integração na prática
profissional, tendo em vista a necessidade dos profissionais em analisar
criticamente a confiabilidade das informações em tempo hábil. Assim, é preciso
desenvolver capacidade para localizar e ter acesso a informações com evidência
atualizada, de forma ágil, concreta e confiável. O sucesso terapêutico no tratamento de
doenças depende de bases que permitam a escolha do tratamento, medicamentoso
e/ou não medicamentoso, a seleção do medicamento de forma científica e
racional, considerando sua efetividade, segurança e custo, bem como a
prescrição apropriada, a disponibilidade oportuna, a dispensação em condições
adequadas e a utilização pelo usuário de forma adequada. Dessa forma, as
decisões clínicas e as relações estabelecidas entre os profissionais e usuários
são determinantes para a efetividade terapêutica. A presente Monografia
desenvolvida ao longo da formação “in causa” objetiva: Aprimorar tecnicamente
os profissionais da área da Saúde, capacitando–os quanto à função social na
orientação do uso racional de medicamentos na prevenção, no diagnóstico e no
tratamento de patologias, de forma a garantir maior eficácia terapêutica com o
mínimo de riscos ao paciente, através do aprofundamento em Farmacologia
Clínica. Por fim: “Se você quiser
começar amanhã a mudar a prática e implementar a evidência, prepare-se bem:
envolva o público pertinente; desenvolva uma proposta de mudança que seja
baseada em evidência, factível e atraente; estude as principais dificuldades
para o sucesso da mudança e selecione um conjunto de estratégias e medidas em
diferentes níveis ligados ao problema; sem dúvida, trabalhe dentro de seus
recursos e possibilidades. Defina indicadores de medida de sucesso e monitorize
o progresso continuamente ou a intervalos regulares. Finalmente, satisfaça-se
com um trabalho que leva a cuidado mais eficaz, eficiente, seguro e amistoso
para seus pacientes.” Grol R. e Grimshaw
J.
Palavras-chave: A morbimortalidade relacionada a medicamentos. Farmacoterapia com o objetivo de alcançar
resultados definidos. O sucesso terapêutico no tratamento de doenças depende de
bases que permitam a escolha do tratamento. Aprimorar tecnicamente os
profissionais da área da Saúde. Mínimo de riscos ao paciente, através do
aprofundamento em Farmacologia Clínica.
ABSTRACT
The morbidity and mortality related to drugs is a major public health
problem. Responsibility for the responsible provision of drug therapy in order
to achieve defined results that improve the quality of life of patients, is
constituted in a follow-Pharmaceutical care practice. In this sense the
healthcare professional or prescriber should not have a legal view, political,
ethical and scientific that the practice of pharmaceutical care can reduce
preventable problems related to pharmacotherapy. The researcher, following the
CLINICAL PHARMACOLOGY should objectively, in the pedagogical and ethical level
to discuss the importance of pharmaceutical care as players of the rational use
of medicines. The scientific production is characterized by its growing volume
and rapid accumulation, hindering their integration into professional practice
in view of the need of professionals to critically analyze the reliability of
information in a timely manner. Thus, we must develop the ability to locate and
access information with updated evidence, in a fast, practical and reliable.
The therapeutic success in treating diseases depends on foundations so that the
choice of treatment, drug and / or non-medicated, the selection of scientific
and rational drug considering its effectiveness, safety and cost, as well as
the appropriate prescription, availability timely, the dispensation under
appropriate conditions and the use by the user appropriately. Thus, clinical
decisions and the relationships established between professionals and users are
essential to the therapeutic effectiveness. This monograph developed over
training "in question" objective: technically Enhance Health
professionals, empowering them as social role in guiding the rational use of
medicines in the prevention, diagnosis and treatment of conditions in order to
ensure greater therapeutic efficacy with minimal risk to the patient, by
deepening in Clinical Pharmacology. Finally: "If you want to start
tomorrow to change the practice and implement the evidence, prepare well:
involve the relevant public; develop a proposed change that is evidence-based,
feasible and attractive; study the main difficulties for successful change and
select a set of strategies and measures on different levels connected to the
problem; undoubtedly work within their resources and capabilities. Define
measure of success indicators and monitor the progress continuously or at
regular intervals. Finally, be satisfied with a job that leads to more
effective care, efficient, safe and friendly for their patients. "Grol R.
and J. Grimshaw
Keywords: The morbidity and mortality related to drugs. Pharmacotherapy
in order to achieve defined results. Therapeutic success in the treatment of
diseases dependent on bases to enable the choice of treatment. Technically
improve the health professionals. Minimum risks to the patient, by deepening in
Clinical Pharmacology.
Lista
de Tabelas
Tabela
I………………………………………………
Tabela
II…………………………………………….
Tabela
III……………………………………………………
Tabela
IV.…………………………………………………………
Tabela
V………………
Tabela
V………………………………………………………………..
Tabela
VI…………………………………………………………………………
Tabela
VII……………………………………
Lista
de Iconografias(figura no texto)
Figura
1………………………………………………………………………….
Figura
2……………………………………………………………………….
Figura
3……………………………………………………………………………….
Figura
4…………………………………
Figura
5……………………………………………………………
Figura
6…………………………………
Figura
7…………………………………………………………….
Figura
8…………………………………………
Figura
9…………………………………………………………………………….
Figura
10………………………………………………………………….
Figura
11……………………………………………………………………….
Figura
12…………………………………………………….
Figura
13…………………………………………………………….
Figura
14……………………………………
Figura
15……………………
Figura
16……………………………………………………………………….
Figura
17……………………
Figura
18…………………………………………
Figura
19……
Figura
20…………
Figura
21……………………………………………….
Figura
22………………………………………………………….
Figura
23…………………………………………………………………………….
Figura
24………………………………………………………………………….
Figura
25………………………………………
Figura
26…………………………………………………………………………….
Figura
27………………………………………………………………………….
Figura
28…………………………………………………………………………….
Figura
29……………………………………………………………………………….
Figura
30……………………………………………………………………….
Figura
31………………………………………………………………………….
Figura
32………………………………………………………………….
Figura
33……………………………………………
Figura
34……………………………………………………….
Figura
35……………………………………………………………………….
Figura
36…………………………………………………………………….
Figura
37……………………………………………
Figura
38……………………………………………………………………….
Figura
39………………………………………………………………………….
Figura
40………………………………………………………………….
Figura
41…………………………………………………………………………….
Figura
42……………………………………………………………………….
Figura
43…………………………………………………………….
Figura
44……………………………………………………………
Figura
45…………………………………………
Figura
46…………………………………………………
Figura
47…………………………………………………………
Figura
48……………………………………………………
Figura
49………………………………………………………………………………….
Figura
50……………………………………………………………………………….
Figura
52……………………………………………………………………………….
Figura
52……………………………………………………………………………….
Lista
de Anexos
Anexo I…………………………………………………………………………..
Anexo II………………………………………………………………………….
Anexo III………………………………………………………………………...
Anexo IV………………………………………………………………………...
Anexo V………………………………………………………………………….
Anexo VI………………………………………………………………………….
Anexo VII………………………………………………………………………….
Anexo VIII………………………………………………………………………….
Anexo IX…………………………………………………………………………….
Sumário
Capítulo I
Introdução à teorização do URM
1. INTRODUÇÃO. Farmacologia Clínica x Nossos Indígenas.
1.1 – Em 1815, surgiu o termo FARMACOGNOSIA, criado por SEYLDER em
sua Analecta
1.1.1 – HISTÓRIA – utilizando ervas naturais no Brasil.
1.2 – O avanço da farmacologia clínica.
1.2.1 – A farmacologia clínica, URM e ERROS DE MEDICAÇÃO.
1.2.2 – A farmacologia clínica – Medicamentos tradicionais, usos
modernos.
1.2.2.1 – Medicamentos tradicionais, usos modernos.
1.2.2.2 – HOSPITAL – Dispensação.
1.2.2.3 – FARMÁCIA HOSPITALAR.
1.2.2.4 – DROGA, FÁRMACO, MEDICAMENTO, REMÉDIO.
1.3 – A contribuição da epidemiologia ao estudo do uso dos
medicamentos nas sociedades
1.4 – A Farmacologia busca entender
1.5 – E o USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS
1.6 – Na República Federativa do Brasil
1.7 – Farmacoepidemiologia.
1.7.1 – LISTA DE FÁRMACOS NO MERCADO.
1.7.1.1 – Publicada lista de medicamentos similares
intercambiáveis.
1.7.1.2 – Medicamentos isentos de prescrição médica são um afronto
a Saúde Pública.
1.7.1.3 – Lista de medicamentos genéricos
1.7.2 – CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE – RESOLUÇÃO Nº 338, DE 06 DE
MAIO DE 2004.
1.8 – Medicamentos similares -
1.9 – Registro de medicamentos
1.10 – Aspectos a serem considerados com relação ao uso de
medicamentos
1.11 – Medicamentos.
1.12. - MINISTÉRIO DA SAÚDE
1.12.1 - Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (ANVISA).
1.12.2 - Vigilância
sanitária.
1.12.3 - PODER DE POLÍCIA.
1.12.3 - Medicamentos e
Saúde Pública.
1.12.3.1 - Medicamentos e
Saúde Pública. LISTA DOS MEDICAMENTOS DISTRIBUÍDOS PELA REDE PÚBLICA DE SAÚDE.
1.12.3.2 –
Medicamentos e Saúde Pública.
Medicamentos falsificados e recomendações para os Protocolos de URM.
Para a empresa e tire a sua dúvida.
1.12.3.2.1 - Medicamentos
Falsificados.
1.12.3.2.2 - Medicamentos
Falsificados I
1.12.3.2.3 - Medicamentos
Falsificados I – Como orientar os usuários para se prevenir contra os remédios
falsificados?
1.12.3.2.4 -
Medicamentos - Saúde pública regras para
controle da propaganda de remédio.
1.12.3.2.4.1 - Medicamentos -
Principais pontos da Resolução
1.12.3.2.4.1.1 -
Medicamentos - Atualização da Relação de
Medicamentos Falsificados -
1.12.3.2.4.1.2 -
Medicamentos - Falsificados II
1.12.4 - Medicamentos.-
Comercialização segundo portaria do órgão regulador de VISA Medicamentos de
venda livre ou sem prescrição -
1.13 – Aspectos relacionados com a autenticidade do produto – 1.14
– Medicamentos – Formas farmacêuticas e vias de administração -
1.15 – Medicamentos – Uso Racional de Medicamentos -
1.16 – Medicamentos – Uso Racional de Medicamentos -
1.17 – Medicamentos – Uso racional de medicamentos:
1.18 - Dados relevantes
para compreensão do contexto histórico. Medicamento Genérico.
1.19 – Medicamentos genéricos.
1.19.1 – Direitos a medicamentos depois de 1988.
1.19.2 – Carta Política de 1988.
1.19.3 – O Programa de Medicamentos Genéricos.
1.19.4 – Notas Textuais Legais/Legislativa Constitucional.
1.20 – Medicamentos genéricos no Brasil.
1.21 – Marco referencial para protocolos URM – USO RACIONAL DE
MEDICAMENTOS.
1.21.1 – Os Perigos da Automedicação.
1.21.2 – Conceito.
1.21.2.1 – Conceito – Tipos de Uso Irracional de Medicamentos.
1.21.2.2 – Estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
1.21.2.3 – Ações para o Uso Racional de Medicamentos.
1.21.2.3 – Ações para o Uso Racional de Medicamentos – Educam
visa.
1.21.2.4 – Ações para o Uso Racional de Medicamentos –Hospitais
Sentinelas.
1.21.2.4 – AUTO MEDICAÇÃO.
1.21.3 – Conclusão parcial.
Capítulo II
Introdução à teorização do URM o Uso Racional de Medicamentos:
Construindo um Caminho.
2. Contextualização – Ensino sobre o Uso Racional de Medicamentos:
Construindo um Caminho.
2.1 – O Começo.
2.1.1 – Programa Dáder.
2.1.1.1 – 1ª Etapa.
2.1.1.2 – 2ª Etapa
2.1.2 – Posologia no uso de medicamentos.
2.1.3 – Janelas Terapêuticas.
2.1.3.1 – Prontuário Terapêutico.
2.1.3.1.1 – O Infarmed recomenda a utilização do Prontuário
Terapêutico.
2.1.3.1.2 – FARMACOLOGIA I – PARÂMETROS FARMACOCINÉTICOS.
2.1.3.1.3 – FAIXA E/OU JANELA TERAPÊUTICA.
2.1.3.1.4 – Conceitos básicos.
2.2. – Janela Terapêutica em Neurologia.
2.2.1 – Fundamentação do caso apresentado. Uso Racional de
Medicamentos e Serviços Especializados.
2.2.2 – URM Protocolos escritos – Janela terapêutica X Emergência
Médica.
2.2.3 – Fundamentação do caso apresentado.
2.2.4 – Sugerindo URM
2.2.5 – Farmacologia Clínica no caso clínico abordado. Uso
Racional de Trombolíticos.
2.2.6 – Primeiro momento. Uso Racional de Trombolíticos.
2.2.7 – Algumas drogas trombolíticas.
2.2.8 – Tratamento.
2.2.9 – Tratamento Trombolítico. rtPA. Alteplase (rtPA) é
recomendado para o tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC) Isquêmico
Agudo.
Recentemente surgiram novas perspectivas no tratamento da isquemia
cerebral. A utilização de
2.2.9.1 – Até aqui é nosso exemplo didático sugerimos o rtPA.
2.2.10 – Atenção, podemos dizer que no parágrafo que segue tem um
indicativo de URM(?)
2.2.11 – O alteplase
2.2.11.1 – Nota Técnica para Plasmina.
2.2.12 – Questões de farmacovigilância como indicativo para URM.
2.2.13 – Ato Médico.
2.2.14 – Risco em potencial.
2.2.15 – Mecanismos de
Ação. Mecanismos de Ação.
2.2.16 – Mecanismos de Ação. Diretrizes para compreender o USO
RACIONAL DE MEDICAMENTOS.
2.2.17 – TERAPIA TROMBOLÍTICA: USO DO ALTEPLASE
2.2.17.1 – Farmacologia.
2.2.17.2 – Usos.
2.2.17.3 – Dose e Administração.
2.2.17.4 – Dissolução do trombo intravascular
2.2.17.5 – Monitorização.
2.2.17.6 – Efeitos adversos/precauções.
2.2.17.7 – Considerações especiais/ Preparação.
2.2.17.8 – Compatibilidade.
2.2.18 – Diretrizes para compreender o USO IRRACIONAL DE
MEDICAMENTOS.
2.2.18.1 – Contraindicações.
2.2.18.2 – Precauções.
2.2.18.3 – PREPARAÇÃO PARA INFUSÃO.
2.2.18.4 – Doses e Infusão.
2.2.18.5 – Monitorização.
2.2.18.6 – Complicações.
2.2.19 – Outros Trombolíticos.
2.3 – USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS. Fundamentação científica para
compreensão do contexto do URM.
2.3.1 – TERAPIA TROMBOLÍTICA.
2.3.2 – Plaquetas.
2.3.3 – Cascata.
2.3.4 – limitadores da coagulação:
2.3.5 – Tratamento:
2.3.6 – Fibrinolíticos ou trombolíticos.
2.4 – Anticoagulantes Parentais. Heparina
2.4.1 – Efeitos adversos.
2.4.2 – Indicações.
2.4.3 – Desvantagens do uso da heparina.
2.4.4 – Outros anticoagulantes parenterais.
2.5 – Anticoagulantes Orais. Warfarim.
2.5.1 – Mecanismo de ação.
2.5.2 – Fatores que interferem nos efeitos do warfarim.
2.6 – Anticoagulantes Orais. Aspirina. Mecanismo de ação.
2.7 – Anticoagulantes Orais. Ticlopidina.
2.7.1 – Anticoagulantes Orais. Mecanismo de ação.
2.7.2 – Anticoagulantes Orais. Efeitos adversos.
2.7.3 – Anticoagulantes Orais. Clopidogrel.
2.8 – Inibidores da glicoproteína plaquetária.
2.9 – USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS. Fundamentação científica para
fixação de
2.9.1 –APRESENTAÇÕES.
2.9.2 –COMPOSIÇÃO.
2.9.3 –INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
2.10 – Reações adversas no de medicamentos.
2.11 – Farmacovigilância e o URM.
2.12 – Interações Medicamentosas.
2.12.1 – Importância clínica.
2.12.2 – Gravidade da interação.
2.12.3 – Probabilidade de ocorrência.
2.12.3.1 – Efeito:
2.12.3.2 –Mecanismo:
2.12.3.2 –Sugestão de conduta:
2.12.4 –As consequências das interações.
2.12.4.1 – O significado clínico das interações.
2.12.4.1.1 – Defendemos que nos estudos preliminares do URM deve
se observar e desenvolver.
2.13 – Efeitos Colaterais do tratamento.
2.14 – Atenção farmacêutica.
2.15 – Farmacologia Clínica.
2.16 – Uso Racional de Medicamentos.
2.17 – URM – Antibióticos. Perda da eficácia dos remédios
2.18 – Protocolos para URM na Medicina Especializada.
2.19 – Aspectos legais da produção de medicamentos na República
Federativa do Brasil.
2.20 – Conclusão.
Capítulo III
Farmacologia dos Antineoplásicos.
3 – Introdução.
3. 1 – Mecanismos fisiopatológicos.
3. 2 – Prognóstico.
3. 3 - PRIMEIRO CASO
CLÍNICO.
3.4 - PRIMEIRO CASO
CLÍNICO.
3.5 - Considerações.
3.6 - Causas.
3.7 -Fontes e referências.
3.8 -Anemia microcítica.
3.9 -Para análise didática.
3.10 -Referência de
pesquisa.
3.11 - Colonoscopia.
3.11 - Referência de
pesquisa.
3.12 - Parte ascendente do
cólon.
3.13 - Biópsia.
3.15 - Câncer de cólon bem
diferenciado.
3.16 - Estadiamento.
3.17 - Fase de estágio III
– Câncer de cólon.
3.17.1 ANEXO – DIRETRIZES DIAGNÓSTICAS E TERAPÊUTICAS EM ONCOLOGIA
– CARCINOMA COLORRETAL
1. METODOLOGIA DE BUSCA E AVALIAÇÃO DA LITERATURA.
3.18 - Referência
Bibliográfica.
3.19. INTRODUÇÃO.
3.20. CLASSIFICAÇÃO ESTATÍSTICA INTERNACIONAL DE DOENÇAS E
PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE (CID)
3.21. DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO.
3.22. OPÇÕES TERAPÊUTICAS.
3.22.1. CIRURGIA.
3.22.1.1. CÂNCER DE CÓLON.
3.22.1.2. CÂNCER DE RETO.
3.22.2. QUIMIOTERAPIA.
3.22.3. RADIOTERAPIA.
3.23. OPÇÕES TERAPÊUTICAS POR ESTÁGIO CLÍNICO
3.23.1 CÂNCER DE CÓLON
3.23.2. CÂNCER DO RETO.
3.24. MONITORIZAÇÃO DO TRATAMENTO.
3.24.1. AVALIAÇÃO DA RESPOSTA TERAPÊUTICA.
3.24.2. CRITÉRIOS DE INTERRUPÇÃO DO TRATAMENTO.
3.24.3. ACOMPANHAMENTO PÓS-TRATAMENTO.
3.25. REGULAÇÃO/CONTROLE/AVALIAÇÃO PELO GESTOR.
3.26. QUIMIOTERAPIA PALIATIVA – ADULTO
3.27. QUIMIOTERAPIA PRÉVIO (NEOADJUVANTE) -
3.28. QUIMIOTERAPIA ADJUVANTE (PROFILÁTICA) – ADULTO.
3.29. - Referência
Bibliográfica.
3.30 -Empós o questionamento
se posiciona nas respostas as questões.
3.30.1 - Resposta.
3.30.2 – Preliminares para fins didáticos.
3.30.3 – Da medicação.
3.30.3.1 – Fluoruracil 500 mg C/5 ampolas-10 ml – Fluordopa.
3.31 – Questão: Quais às principais interações farmacocinéticas.
3.32 – Questão: Os mecanismos de ação (farmacodinâmica).
3.33 – Questão: A qual grupo de quimioterápico o medicamento
pertence.
3.34 – Como Respostado acima os aspectos da quimioterapia
adjuvante
3.35 – Preliminares para fins didáticos.
3.36 – Questão: Quais às principais interações farmacocinéticas.
3.37 –
Questão: Os mecanismos de ação (farmacodinâmica).
3.37.1 – A IMPLICAÇÃO DO ÁCIDO FÓLICO NA ONCOGÊNESE
3.38 – Aos médicos e farmacologista clínico, atenção.
3.39 – Efeitos colaterais de Leucovorina Cálcico Injetável
3.40 - (*)Folato.
3.41 – Recomendações Nutricionais de folato
3.42 – Referência Bibliográfica.
3.43 – Estabelecidas às respostas para os aspectos da
quimioterapia adjuvante
3.44 – Questão: Quais às principais interações farmacocinéticas.
3.45 – Questão: Os mecanismos de ação (farmacodinâmica).
3.46 – Questão: A qual grupo de quimioterápico o medicamento
pertence.
3.47 – Questão: Citar as principais contraindicações reações
adversas destes medicamentos.
3.48 – Bibliografia Complementar.
Intervenção Analítica em Casos Clínicos – SEGUNDO CASO CLÍNICO.
3.50 – Preliminares para fins didáticos.
3.50.1-Considerações.
3.50.2-Linfonodos da cabeça e do pescoço.
3.50.3 - * NOTA DO AUTOR.
3.50.4 - Observação
clínica.
3.50.5 – Diagnóstico.
3.50.6 – Classificação e Estadiamento.
3.50.6 – Classificação.
3.50.7 – Estadiamento.
3.50.8 – A avaliação do estágio.
3.50.9 – Os tratamentos adicionais dependem dos demais sintomas.
3.50.10 – Tratamento.
3.50.11 – Após o tratamento.
3.50.12 – Diante das preliminares acima elencadas, passamos a se
posicionar
3.50.12.1 – Que drogas são comuns no linfoma de Godinho?
3.50.12.2 – Qual o prognóstico tendo em vista a quimioterapia?
3.50.12.3 – Complicações.
3.50.12.4 – Requer ainda que(Tema da nossa avaliação.
3.50.12.5 – Começamos com um questionamento. O que é Linfoma
não-Hodgkin?
3.50.12.6 – Farmacoterapia.
3.50.12.6.1– MOPP.
3.50.12.6 – Mostarda nitrogenada.
3.50.12.6 – Mecloretamina: manipulação magistral.
3.50.12.6 – Mustargen.
3.50.12.6 – Os efeitos colaterais da Mustargen.
3.50.12.7 – Precauções:
3.50.12.8 – FARMACODINÂMICA
3.50.12.9 – Referência Bibliográfica.
3.50.12.9.1 – Generalista.
3.50.12.9.2 - Específica. MUSTARGEN – BIBLIOGRAFIA.
3.50.13 - Vincristina.
3.50.13.1 - Avaliar Riscos X Benefícios.
3.50.13.2 - INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS.
3.50.14 – BIBLIOGRAFIA.
3.50.15 – Procarbazina.
3.50.16 – References: Recommendations for the safe handling of
3.50.17 – A procarbazina é uma substância antineoplásica
3.50.18 – Interações.
3.50.19 – Prednisona.
3.51 – DOXORRUBICINA.
3.52 – BLEOMICINA.
3.53 – VIMBLASTINA.
3.54 – DACARBAZINA.
3.55 – Literatura Suplementar.
3.56 – Concluindo.
Bibliografia Geral………………………………………………………………………..
Unidade II - Tema 3 - A Importância da Leitura na Elaboração da
Monografia
Metodologia do Trabalho Científico
3.7 - Auto-avaliação
1. Como analisar uma obra?
A maior parte dos conhecimentos é obtida através da leitura, que
possibilita não só a ampliação, como também o aprofundamento do saber em
determinado campo cultural ou científico. Ler significa conhecer, interpretar,
decifrar. Logo, quando decidimos indicar uma referencia bibliográfica para a
nossa pesquisa-monográfica é importante analisar os aspectos da obra proposta, necessidade
da leitura, impõe-se uma seleção da leitura, em virtude da quantidade e
qualidade dos livros e periódicos em circulação e do jeito de nem todas as
obras interessarem ao objetivo do estudo que o autor do estudo deseja realizar.
(LAKATOS, MARCONI, 2001)
O primeiro passo na busca de material para leitura consiste na
identificação da obra que se tem pela frente. Deve-se ler:
a) o título – para verificar o assunto e, às vezes, a intenção do
autor da obra que se deseja ler;
b) a data da publicação - para certificar-se de sua atualização ou
aceitação (pelo número de edições), a não ser que seja uma obra considerada
clássica;
c) a ficha catalográfica - a fim de verificar as credenciais ou
qualificações do autor da obra que se deseja ler;
d) a "orelha" - onde, geralmente, se encontra uma
apreciação da obra;
e) o índice ou sumário - para se ter uma ideia da divisão e
tópicos abordados;
f) a introdução ou prefácio – procurando encontrar indícios da
metodologia e objetivos do autor;
g) a bibliografia - final e as citações de rodapé - tendo em vista
as obras consultadas.
Deve-se, ainda, olhar uma ou outra página, para saber que tipo de
abordagem fez o autor.
A leitura, tanto quanto possível, deve ser feita em obras
originais, na língua do autor; na falta destas, escolher traduções que ofereçam
garantia de fidelidade. (LAKATOS, MARCONI, 2001)
Existem diversas formas de uma obra ser estudada, depende dos
objetivos propostos pelo autor. No que
diz respeito à análise de uma obra podemos considerar três tipos
principais: a) Análise textual - leitura
que tem por objetivo uma visão global, assinalando: estilo, vocabulário, fatos,
doutrinas, época, autor, ou seja, um levantamento dos elementos importantes do
texto; b) Análise temática - apreensão
do conteúdo ou tema, isto é, identificação da ideia central e das secundárias,
processos de raciocínio, tipos de argumentação, problemas, enfim, um esquema do
pensamento do autor; c) Análise interpretativa - demonstração dos tipos de
relações entre as ideias do autor em razão do contexto científico e filosófico
de diferentes épocas; análise crítica ou avaliação; discussão e julgamento do
conteúdo do texto (LAKATOS, MARCONI, 2001).
2. Quais os tipos de leitura e como os classificar?
A leitura constitui-se em um dos fatores decisivos do estudo e
imprescindível em qualquer tipo de investigação científica. Favorece a obtenção
de informações já existentes, poupando o trabalho da pesquisa de campo ou
experimental. Leitura é ainda dos melhores meios, senão o melhor, de
aumentarmos a nossa cultura. Daí que leituras numerosas e regulares se tornem
indispensáveis para um enriquecimento da nossa cultura e da nossa
personalidade, além de que, nas nossas atividades profissionais, continuam
ainda a ser a única e melhor maneira de recebermos informações. Leitura é a ação de ler algo. É o hábito de
ler. A palavra deriva do Latim "lectura", originalmente com o
significado de "eleição, escolha, leitura". Também se designa por
leitura a obra ou o texto que se lê. O
sentido da leitura é ampliar a oportunidade de conhecer, interpretar e
decodificar as informações no campo cultural ou científico, além de ser
imprescindível em qualquer trabalho de pesquisa. A leitura é a forma como se
interpreta um conjunto de informações (presentes em um livro, uma notícia de
jornal, etc.) ou um determinado acontecimento. É uma interpretação pessoal. No
ato de ler impõe-se uma seleção da leitura, em virtude da quantidade e
qualidade dos livros e periódicos em circulação e de nem todas as obras
interessarem ao objetivo do estudo que o autor do estudo deseja realizar. O
hábito de leitura é uma prática extremamente importante para desenvolver o
raciocínio, o senso crítico e a capacidade de interpretação.
Na pesquisa virtual encontrei uma importante referencia dentro
deste contexto. Leia-se o capítulo V, páginas 105 a 135, do livro de Harry
Maddox, Como estudar, dedicado essencialmente ao problema da leitura. Embora
tratando-se de um obra essencialmente destinada àqueles que estudam, a verdade
é que a sua leitura nos fornece conhecimentos importantes. A seguir se
transcreve o resumo final do capítulo, págs. 134-135:
«A leitura
é a parte mais importante no estudo. Os bons leitores aprendem a variar a
rapidez da leitura de acordo com os seus propósitos. A leitura implica que se faça um tipo de
movimentos oculares complicados, assim como a compreensão do que se lê.
Deveríamos observar os movimentos que fazemos com os olhos quando estamos a
ler: os saltos, fixações, regressões e olhadelas rápidas. As dificuldades na leitura podem resultar de
movimentos oculares deficientes, de um vocabulário pobre ou de falta de
compreensão. Se consideramos lenta a nossa leitura em matérias fáceis em prosa,
podemos acelerar o tempo requerido mediante períodos regulares de prática
cronometrada, apontando os nossos progressos num gráfico. Este método é tão bom
como os métodos mecânicos para acelerar a leitura. O aperfeiçoamento pode
também fazer-se aumentando o nosso vocabulário. O melhor modo de o fazer é ler
ou escrever mais, mas também pode ajudar-nos a sistematização dos nossos
conhecimentos das palavras gregas e latinas. Devemos também utilizar um bom
dicionário. Aprendamos a ler de um modo inteligente e crítico. Certifiquemo-nos do plano geral do que
estamos a ler e distingamos as ideias principais dos pormenores. Asseguremo-nos de que estamos inteiramente familiarizados
com a nossa biblioteca, particularmente com o ficheiro e o sistema de
referências. Não confiemos na biblioteca para os livros de texto básicos. É um
enorme disparate não possuir os livros necessários para as nossas disciplinas.»
Harry MADDOX, Como estudar, 6ª edição, Porto, Livraria Civilização, 1988, pp.
134-135.
Podemos resumir dizendo que ao elaborar um trabalho científico
devemos ficar atento para os vários tipos de leitura que podem ser utilizados
em função dos objetivos do pesquisador.
Lakatos e Marconi (2001) citam Cervo e Bervian (1978) para
apresentar uma proposta de classificação com três tipos de leitura: formativa,
de distração e informativa. De acordo
com (ANDRADE, 2003, p. 22) a leitura informativa “prioriza a aquisição e a ampliação
de conhecimentos.”
A leitura informativa abrange quatro fases: a) De Reconhecimento ou Prévia- leitura
rápida, cuja finalidade é procurar um assunto de interesse ou verificar a
existência de determinadas informações; b)
Exploratória ou pré-leitura - leitura de sondagem, tendo em vista localizar as
informações, uma vez que já se tem conhecimento de sua existência; c) Seletiva - leitura que visa à seleção das
informações mais importantes relacionadas com o problema em questão; d)
Reflexiva - mais profunda do que as outras, refere-se ao reconhecimento e à
avaliação das informações, das intenções e dos propósitos do autor; e) Crítica - avalia as informações do autor.
Implica saber escolher, diferenciar as ideias principais das secundárias e
hierarquizá-Ias pela ordem de importância, procurando obter não só uma visão
sincrética e global da obra como também, e principalmente, a intenção do autor;
f) Interpretativa - leitura com o intuito de verificar os fundamentos da
verdade enfocados pelo autor. (LAKATOS, MARCONI, 2001, p. 22).
Metodologia
do Trabalho Científico
4.6 -
Auto-avaliação
1- Identifique as características específicas,
de acordo com suas finalidades dos tipos de resumo.
A técnica
de resumir difere, no modo de redigir, quando se trata de um texto curto ou de
uma obra inteira. ABNT (Associação
Brasileira de Normas e Técnicas). A NBR 6028/2003 postula que o resumo pode ser
classificado em três tipos: indicativo, informativo ou crítico, os quais são
determinados por características específicas, vistas a partir de agora. Assim,
o resumo informativo tem por finalidade, como o próprio nome já indica, deixar
o leitor informado acerca dos principais pontos destacados no texto,
proporcionando a ele a possibilidade de ter uma ideia geral do que se trata.
Cabe afirmar então que a consulta ao texto original não é tão necessária assim. Essa modalidade de resumo é indicada para
artigos científicos e artigos acadêmicos de forma geral.
O resumo
indicativo, literalmente afirmando, indica somente os pontos relevantes,
principais do texto-base, descartando a possibilidade de apresentar dados de
natureza qualitativa e quantitativa. Por
essa razão, faz-se necessária a consulta ao texto original. Por fim, temos o
resumo crítico que, sem sombra de dúvidas, trata-se de uma análise com base no
ponto de vista do emissor acerca das ideias contidas no texto original. Em
virtude desse aspecto, juízos de valor são amplamente permitidos – o que lhe
concede o nome, também, de resenha crítica. Resumindo em relação a Resenha,
entendemos como sendo tipo de resumo
crítico que, além de reduzir o texto, permite opiniões e comentários, inclui
julgamentos de valor, tais como comparações com outras obras da mesma área do
conhecimento, a relevância da obra em relação às outras do mesmo gênero etc; e
a Sinopse (em inglês, synopsis ou
summary; em francês, résumé d'auteur): neste tipo de resumo indicam-se o tema
ou assunto da obra e suas partes principais. Trata-se de um resumo bem curto,
elaborado apenas pelo autor da obra ou por seus editores. (ANDRADE, 2003, p.
29-30)
2- Quais os critérios para elaboração de um
resumo?
No resumo
de textos mais longos ou de livros inteiros o autor deve adotar os seguintes
procedimentos: a) Fazer uma leitura
integral do texto, para conhecimento do assunto; b) aplicar a técnica de
sublinhar, para ressaltar as ideias importantes e os detalhes relevantes, em
cada capítulo; c) reestruturar o plano
de redação do autor, valendo-se, para isto, do índice ou sumário, isto é,
identificar, pelo sumário, as principais PARTES do livro; em cada parte, os
CAPÍTULOS, os títulos e subtítulos. De posse desses elementos, elaborar um
plano ou esquema de redação do resumo; d) tomar por base o esquema ou plano de
redação, para fazer um rascunho, resumindo por capítulos ou por partes; e) concluído o rascunho, fazer uma leitura,
para verificar se há possibilidade de resumir mais, ou se não houve omissão de
algum elemento importante. Refazer a redação, com as alterações necessárias, e
transcrever em fichas, segundo as normas de fichamentos. Observemos que
ANDRADE, 2003, p. 37-38, preleciona que “É indispensável considerar o resumo
como uma recriação do texto, uma nova elaboração, isto é, uma nova forma de
redação que utiliza as ideias do original”.
3- Após a leitura do tema elabore um resumo a
partir do esquema.
Basicamente,
o resumo tem como principal característica apresentar com fidelidade as ideias
reproduzidas em um texto, primando por elementos inerentes à construção
textual. Data vênia a questão não estar a minha ver bem clara. Vou respondê-la
pela ilação. Apresento um texto original de uma atividade de minha autoria. Já
publicado na editor e-book.
Unidade
II - Tema 5 - Na Hora de Escrever a Monografia: A que Recomendações o Autor
deve Obedecer?
Metodologia
do Trabalho Científico
5.8 -
Auto-avaliação
1-
Quais os aspectos que asseguram a originalidade do
trabalho acadêmico?
A originalidade do
trabalho acadêmico está:
a) no tratamento do assunto, desenvolvido de um modo que ainda
não foi experimentado;
b) numa redação autônoma, agradável e criativa, ou seja, que
escreva numa perspectiva pessoal, reescrevendo (a maioria) e transcrevendo
(quando indispensável) as ideias contidas nas fontes;
c) escrever de
certo modo agradável é redigir de forma a despertar no leitor o prazer da
leitura; escrever de modo criativo é construir as frases de jeito a realçar os
aspectos novos do problema tratado;
d) numa riqueza vocabular,
que se na manifesta na recusa ao uso das frases feitas, dos lugares-comuns e
dos jargões profissionais.
e) Objetividade;
f) Ordem;
g) Harmonia
h) equilíbrio -
apresentando senso de proporções;
i) coerência -
ajustamento no emprego dos termos;
j) controle -
obediência e rigor na organização;
l) interesse -
despertando a atenção e o agrado;
m) persuasão -
visando convencer sobre o assunto exposto;
n) unidade -
significando uniformidade na disposição do assunto.
O autor deverá enunciar e fundamentar seu marco
teórico para garantir a qualidade do trabalho acadêmico. É necessário também
garantir as qualidades seguintes: a relevância temática, clareza nos
procedimentos, rigor documental, organização lógica, estilo apurado, ou seja, o
texto precisa ser redigido de modo gramaticalmente correto, fraseologicamente
claro, terminologicamente preciso e estilisticamente agradável.
O trabalho acadêmico deve refletir
a qualidade da investigação científica e, portanto apresentar algumas qualidades
entre elas:
* Delimitação
precisa.
Relevância
temática.
Fundamentação
teórica.
O autor deverá
enunciar e fundamentar seu marco teórico.
Clareza nos
procedimentos.
Permitir a
aceitação ou contestação das conclusões fornecidas.
Rigor documental.
Apresentação de
informações sobre as fontes dos dados
Organização lógica.
O material deve ser
apresentado numa sequência lógica, coerente e harmônica.
Estilo apurado.
O texto precisa ser
redigido de modo gramaticalmente correto, fraseologicamente claro,
terminologicamente preciso e estilisticamente agradável.
2- A que
recomendações a escrita da monografia deve obedecer?
Quando do
desenvolvimento textual, escrita da monografia, o autor deve observar
escrever frases breves, parágrafos
curtos e capítulos enxutos.
Uma boa redação exige simplicidade no escrever,
significa clareza de pensamento de modo direto, sóbrio. A precisão conceitual e
terminológica consiste no uso de palavras ou expressões adequadas, usando
termos apropriados, que definam com rigor as ideias; no que se refere também à
concisão na exposição das ideias, com objetividade, precisão e brevidade.
Citamos
aqui a recomendação de Azevedo (2000, p.
117-18):
A FRASE -
Não sobrecarregue uma frase com dados e ideias. Cada frase deve conter apenas
uma ideia forte e a informação indispensável, tanto para o autor quanto para o
leitor. Não se deve acumular numa mesma frase ideias que não se relacionam e
que podem compor outra frase.
O
PARÁGRAFO - Os parágrafos também não devem ser longos. Embora um parágrafo deva
conter uma ideia completa, por vezes será melhor quebrá-lo em nome do interesse
do leitor, que dificilmente tolera um parágrafo com mais de 15 linhas. As
qualidades básicas de um bom parágrafo são a unidade (contendo uma única
ideia), a coerência (com as frases conectando- se entre si) e a ênfase (com
destaque para a ideia principal).
O
CAPÍTULO - Os mesmos cuidados devem ser considerados para a extensão dos
capítulos. É recomendável que contenham tópicos identificados por entre
títulos. Na numeração sequencial deles é imprescindível que haja uma hierarquia
entre eles. É recomendado que os capítulos guardem um certo equilíbrio
quantitativo entre eles.
O
ENCADEAMENTO - Encadeie as frases, os parágrafos, os tópicos e os capítulos
entre si. Procure tornar cada frase um desenvolvimento do que veio antes, numa
sequência lógica, tanto para explicar, quanto para demonstrar, detalhar,
restringir ou negar. Cada parágrafo deve estar em harmonia e em tranquila
transição com o anterior e com o posterior. O mesmo vale para tópicos e
capítulos.
3- O que
deve se evitar na redação do trabalho
acadêmico ?
a)
Períodos longos ou breves demais;
b)
Repetição de palavras;
c) Frases
desconexas - períodos confusos, de difícil entendimento;
d)
Expressões vulgares - na redação científica,não se permite a gíria, e também as
expressões populares. Os assuntos são abordados com elegância;
e)
Chavões - são sentenças ou frases muito comuns, vulgarmente usadas; São formas
de expressões de uso na linguagem corriqueira, do dia-a-dia;
f) Eco -
rima na prosa; hiato - sucessão de vogais iguais; cacofonia – repetição de sons
desagradáveis; colisão - concorrência das mesmas consoantes;
g)
argumentação demasiadamente abstrata;
h)
vocabulário técnico desnecessário;
i)
repetição de detalhes supérfluos;
k)
dependência das fontes transformando o texto numa simples colagem de citações;
j)
títulos e sub-títulos incluídos de forma inadequada tendo em conta a
organização do texto;
m)
enfeite gratuito seja com um adjetivo ou uma frase rebuscada;
n) falsa
erudição com citações desnecessárias e conceitos confusos;
o)
excesso de citações, o que faz do trabalho uma colcha de retalhos;
p)
escassez de citações, atribuindo-se ao autor pensamentos que são de outrem;
q) inexistência,
insuficiência ou incorreção das fontes empregadas;
r)
Inadequada transição entre o texto do autor e o texto citado, o que dificulta a
identificação de quem está falando.
s) abuso de destaques (negritos, itálicos, sublinhados,
maiúsculas);
t) Apelo para generalizações (do tipo "a maioria
acha", "todos sabem").
QUESTÃO POSTADA.
Formativa 1
Objetivos: Identificar as diferentes possibilidades de
pesquisa dentro de um mesmo tema. No decorrer do módulo, iremos realizar
atividades, de acordo com o material didático, utilizando textos que vocês
deverão selecionar com base nas perguntas de pesquisa formuladas. Critérios:
Escrever com suas palavras.
RESPOSTA.
O tema da pesquisa abordado na disciplina refere-se no primeiro
momento, a busca do método, científico (Metodologia científica aqui entendida
como um conjunto de etapas seqüenciadas).
Para a sala de aula do ensino fundamental ou médio, ou ensino
básico, nesta resposta ao quesito proposto busquei adequá-la, a pesquisa na escola
em um direcionamento para dentro de um conjunto de propostas e ações, que no
contexto da pesquisa se venha a encontrar a solução para um problema, que deve
a priori ter base em procedimentos racionais e sistemáticos. No primeiro
momento a pesquisa deve ser realizada quando estamos diante de um problema e
não se têm informações para solucioná-lo.
O tema proposto, pesquisa escolar, requer uma rápida
definição. E neste contexto, se tem em mente a “pesquisa escolar. Na Lei da
Educação, são muitas as acepções de aprender que podemos depreender a partir da
leitura de seus dispositivos legais referentes à educação escolar.
A presença do professor em sala de aula como mediador é um
fato, pois a experiência demonstra que o aluno não busca voluntariamente
respostas para seus questionamentos acerca dos assuntos que lhe são
apresentados, quando estão resolvendo exercícios. Ai vem à estimulação a
pesquisa escolar por parte do docente. A
pesquisa a meu ver pode ser um estimulo para novas descobertas, sem ela o aluno
pode desistir de seu trabalho acadêmico, e muitas vezes desistem.
Na pesquisa se encontra respostas para indagações propostas
dentro do contexto do exercício apresentado.
No planejamento metodológico do ensino da biologia, a
pesquisa como atividade cotidiana deve ser inserida, e neste objetivo
considerá-la como atividade para fins de
questionamento sistemático, critico e criativo. Porém ao mestre se recomenda
uma intervenção competente para conexão entre o resultado da pesquisa escolar e
a realidade, dentro de um diálogo critico permanente com um sentido teórico e
prático.
Alguns critérios devem ser estabelecidos na orientação da
pesquisa escolar, pois existem varias formas de classificar as pesquisa.
Para fins didáticos apresentamos:
Do ponto de vista da natureza, pode ser pesquisa básica e
pesquisa aplicada.
Do ponto de vista da forma de abordagem do problema pode
ser pesquisa quantitativa, pesquisa qualitativa.
Do ponto de vista de seus objetivos: pesquisa exploratória,
pesquisa descritiva, pesquisa explicativa.
Do ponto de vista dos procedimentos técnicos: pesquisa bibliográfica,
pesquisa documental, pesquisa experimental, levantamento, estudo de caso, pesquisa
expost-facto, pesquisa ação e pesquisa participante.
Formativa 1
PRELIMINARMENTE INFORMO AOS PROFESSORES QUE NÃO RECEBI O CD, DA DISCIPLINA,
ASSIM COM BASE NA PLATAFORMA e na leitura atenta o Tema 3 da Unidade I do sobre
escolha de tema e formulação de problemas de pesquisa monográfica. Nesta
atividade iremos exercitar a formulação de problemas através da elaboração de
perguntas de pesquisa (mínimo de 3 perguntas que sugiram 3 diferentes
possibilidades de pesquisa sobre o tema). Para isso, você deverá escolher um
tema, dentro de uma das linhas de pesquisa do seu curso(Licenciatura em
Biologia), cuja relação você encontra em Material de Apoio
Material de Apoio - Ver Material de Apoio
|
||||||||
Em
seguida, formule perguntas de pesquisa sobre o tema escolhido que poderiam ser
objeto de pesquisa monografia.
O
tema escolhido é LINHA 1: Materiais Didáticos de Biologia para o Ensino Médio.
Perguntas:
1ª) A disciplina de Biologia tem
como objeto de estudo o fenômeno Vida. Ao longo da história da humanidade
muitos foi os conceitos elaborados sobre este fenômeno, numa tentativa de
explicá-lo e, ao mesmo tempo, compreendê-lo.
O
material didático de biologia adotado no ensino médio explora e fundamenta
adequadamente os conceitos e práticas da biologia aplicada no dia-a-dia. São adequadamente
apresentados os conteúdos e estes são conceituais?
·
O que vai ser realmente tratado?
Será
feita uma análise comparativa.
·
Como?
Será observado um
tradicional livro de biologia, preferencialmente os adotados na rede de
educação pública. Os Fundamentos da Biologia tem como ser prático e abordar um
uso diário destes conceitos na vida do aluno, a partir dos conteúdo ministrado
no ensino médio.
·
Para quê?
Tal análise servirá de
base para a elaboração de materiais didáticos mais conceituais, que traga o
aluno para o convívio mais harmonioso na construção da ciência e a percepção da
Biologia diariamente no mundo o qual está inserido.
Formativa 2
Procure no \"site\" de busca acadêmica http://scholar.google.com.br/ por artigos relacionados com o tema ou
qualquer uma das perguntas de pesquisa apresentados por você em sua avaliação
formativa 1. Escolha um artigo e elabore
uma ficha de resumo, de acordo com o que você aprendeu ao realizar a
Participativa 2. Ao apresentar a ficha de resumo é preciso fornecer o artigo
com base no qual a mesma foi elaborada.
Fichamento
Resumo, modelo pequeno (7,5 X 12,5 cm)
|
Microbiologia do solo no ensino médio
de Lavras, MG
Os microrganismos realizam processos
imprescindíveis para a sustentabilidade dos ecossistemas e para a vida no
planeta; apesar disso, a sociedade de modo geral ignora esse papel e os
considera apenas do ponto de vista de patógenos. Este trabalho foi realizado
com os objetivos de analisar o conteúdo sobre os microrganismos do solo nos
livros didáticos de Biologia adotados nas escolas de ensino médio de Lavras,
MG; caracterizar estudantes e professores de três escolas desta cidade; e avaliar
a percepção sobre Microbiologia do Solo de 334 estudantes do ensino médio
dessas escolas após a apresentação do assunto em diversos formatos atrativos
(palestras, workshops e aulas práticas). A coleta de dados, a priori e
posteriori, foi realizada por questionários; avaliou-se ainda a viabilidade
de trabalhar esse conteúdo no ensino médio. Apesar da importância dos
microrganismos do solo, os materiais didáticos para o ensino de Biologia no
ensino médio os abordam superficialmente e não destacam sua relevância nos
contextos agrícola e ambiental. Após apresentação do assunto, houve
diferenças significativas na percepção por estudantes das escolas tanto
públicas como privadas. Concluiu-se ser possível ensinar e melhorar esse
conteúdo da disciplina de Biologia por meio de recursos acessíveis e
constatou-se a necessidade de levar os avanços científicos conhecidos na
universidade para atualizar o ensino médio.
|
1. ANDRADE,
Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico.
Editora Atlas S. A.: São Paulo, 2003.
2.
AZEVEDO, Israel Belo
de. O prazer da produção científica: diretrizes para a elaboração de trabalhos acadêmicos. São
Paulo: Prazer de Ler, 2000.
3. MARCONI,
M. de A.; LAKATOS. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 2001.
4. RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para
eficiência nos estudos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1988.
5. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia
do Trabalho Cientifico. São Paulo: Cortez,
2001.
6. SALOMON,
Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes,
1997.
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